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Eu, eu mesmo e a garrafa pet

Conservar algo por um bom tempo não tem sido uma prática cotidiana. Seja um objeto ou uma decisão, descartamos rapidamente aquilo que julgamos não ser mais necessário. Levando em conta que o autoconhecimento não é uma prática regular, talvez essa atitude de descarte esteja equivocada. Amadurecer não é fácil, então, inconscientemente, descartamos aquilo que julgamos ruim, perdendo a oportunidade de trabalhar em cima dela. Tudo vai de encontro ao que milimetricamente planejamos, onde surge uma nova ideia que abala nossos mais fortes alicerces. Portanto, conservar não é manter-se irredutível à forma, mas sim despertar para a interdependência de tudo e todos. A consciência da unicidade pode fazer com que ao invés do descarte, reciclemos nossos pensamentos, ações, relacionamentos e verdades mais concretas que insistem em continuar sendo aquela garrafa pet no fundo do mar.

Eu te amo, mas com uma condição.

Quando você se sente mais feliz? Quando alguém te conhece e te agrada por realizar suas preferências ou quando esse alguém se conhece e se agrada por realizar suas próprias preferências? Conhecer o outro é sabedoria. Conhecer a si mesmo é o começo de toda sabedoria. Ninguém é mais merecedor do seu amor que você mesmo. Aprender a servir e ser servido pode ser um caminho relevante para compreender e vivenciar o amor incondicional. Talvez, o amor incondicional seja o arquétipo núcleo do inconsciente coletivo.