Recompensa canina
Momentos de quietude externa proporcionam reflexões internas.
A não-ação oferece ao observador uma infinidade de sensações físicas e mentais,
uma luz à espontaneidade do mundo e tudo que nele habita. Esquecer de si pode torna-lo
receptor de uma consciência de tudo que acumula e libera energia.
Ao aquietar o físico, a mente tende a trabalhar mais,
tornando a meditação uma pratica de observação sem rótulos, conceitos e
julgamentos. A ausência de rótulos retira a ação do pensar, de criar um
processo dualista/ binário de certo e errado, bom e mal, bonito e feio, que
geralmente é criado culturalmente. Sem conceitos, a ação perde sentido.
A idealização, ou escolha, pode levar ao controle e
manipulação para atender a demanda da expectativa, da ilusão. Quando a mente
conceituante juntamente com seu polo subjetivo "eu" interrompe sua produção,
devido ao esgotamento de suas causas, surge a espontaneidade.
Os esforços podem ir muito além do querer dominar algo ou alguém.
O rotulo de si apresenta uma distorção da auto aceitação, refletindo uma
aversão da realidade. Nesse ponto, a gratidão se esvai, a observação não
conceitual dá espaço a um ideal que a qualquer custo deve ser alcançado. Com duração
de 10 segundos ou 10 anos, o ideal foi motivado por ações dominadoras.
Concluir a idealização permite uma sensação de recompensa. Devemos
praticar a gratidão apenas quando nos sentimos recompensados? O quanto somos
gratos nesse processo?
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